jornalismo colaborativo contra a desinformação
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Bem-vindo ao Comprova, um projeto que reúne jornalistas de 24 diferentes veículos de comunicação brasileiros para descobrir e investigar informações enganosas, inventadas e deliberadamente falsas durante a campanha presidencial de 2018.
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Por Sérgio Lüdtke, Editor, 2018-10-30
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Olá, Com o término da campanha eleitoral de 2018 no Brasil, nós do Comprova também cessamos as verificações de conteúdos duvidosos que circulam nas redes sociais e no WhatsApp. Por 12 semanas nossa coalizão de 24 veículos de comunicação monitorou e verificou a veracidade de informações compartilhadas por fontes não oficiais nas redes sociais e em aplicativos de mensagens. No nosso radar estavam conteúdos duvidosos cuja capacidade de causar danos às campanhas eleitorais era evidente. Uma parte das verificações foi arquivada por elas não serem conclusivas. Nosso compromisso e nossa meta era o erro zero. Mesmo com todos esses recortes, publicamos 146 histórias para desmentir ou confirmar informações que viralizaram. Desse total, 92% se mostraram falsas, enganosas ou descontextualizadas. Apenas 9 histórias eram verdadeiras. O resultado das verificações do Comprova é um alerta para a sociedade e uma reafirmação da necessidade de uma imprensa independente, atuante, transparente e confiável. Um bom sinal foi o número de pessoas que colaboraram conosco enviando sugestões de conteúdos a serem verificados. Somente pelo WhatsApp foram mais de 67 mil. Em dado momento, deixamos de responder individualmente a essas pessoas, tal o volume de mensagens, mas dedicamos boa parte da nossa atenção ao que recebemos da audiência. Obrigado a todos por colaborarem com a criação de um ambiente informativo mais saudável. Para finalizar, gostaríamos de registrar os nomes das pessoas que contribuíram diretamente para o trabalho do Comprova. Verificadores Alessandra Monnerat | Estadão Cido Coelho | SBT Debora Ely | GaúchaZH Douglas Rodrigues | Poder360 Fernanda Trisotto | Gazeta do Povo João Pedro Caleiro | Exame João Pedroso | Veja Júlia Endress | Correio do Povo Leticia Alves | O Povo Marcella Ramos | piauí Matheus Pimentel | Nexo Pablo Fernandez | BandNews FM Paula Peres | Nova Escola Pedro Noel | AFP Renato Mota | Sistema Jornal do Commercio Roelton Maciel | NSC Sarah Mota Resende | Folha de S. Paulo Vinicius Valfré | Gazeta Online Wellington Ramalhoso | UOL Estagiários Fernanda Patrian Isabela Guaraldi Leonardo Lopes Lucas Mendes Luiza César Mayara Bosco Pedro Knoth Editores Guilherme Conter Helio Miguel Silveira Filho José Antônio Lima Rafael Garcia Ricardo Pieralini Sérgio Lüdtke Conteúdos para Redes sociais Anna Rodrigues Paola Deodoro Representantes dos membros Band | Allen Chahad e Leandro Bastos Band News | Gisele de Oliveira Silva Band News FM | Bruno Venditti Rádio Bandeirantes | Leandro Gouveia Metro Brasil | Fabiola Salani de Souza Canal Futura | Tamiris Almeida Exame | Luiza Calegari GaúchaZH | Pedro Moreira e Sabrina Passos Gazeta Online | Samanta Martins Nogueira Sistema Jornal do Commercio | Maria Luiza Borges Nexo | Marina Menezes Nova Escola | Soraia Yoshida e Laís Semis NSC Comunicação | Mayara Vieira, Cristian Edel Weiss e Talita Rosa Estadão | Vitor Marques, Caio Sartori, Luiz Fernando Toledo e Cecilia do Lago. O Povo | Lucinthya Gomes Poder360 | Mateus Netzel piauí | Camila Zarur, Luiza Miguez e José Roberto de Toledo SBT | Rodrigo Hornhardt e Fernando Passarelli UOL | Ricardo Fotios e Rubens Haruo Eishima Veja | Ione Aguiar First Draft Adriana Garcia Adriana Misiunas Aimee Rinehart Ben Sargent Claire Wardle Jenni Sargent Nic Dias Pedro Burgos Yaso Cordova Projor Angela Pimenta Abraji Cristina Zahar Daniel Bramatti | presidente
Olá, Com o término da campanha eleitoral de 2018 no Brasil, nós do Comprova também cessamos as verificações de conteúdos duvidosos que circulam nas redes sociais e no WhatsApp. Por 12 semanas nossa coalizão de 24 veículos de comunicação monitorou e verificou a veracidade de informações compartilhadas por fontes não oficiais nas redes sociais e em aplicativos de mensagens. No nosso radar estavam conteúdos duvidosos cuja capacidade de causar danos às campanhas eleitorais era evidente. Uma parte das verificações foi arquivada por elas não serem conclusivas. Nosso compromisso e nossa meta era o erro zero. Mesmo com todos esses recortes, publicamos 146 histórias para desmentir ou confirmar informações que viralizaram. Desse total, 92% se mostraram falsas, enganosas ou descontextualizadas. Apenas 9 histórias eram verdadeiras. O resultado das verificações do Comprova é um alerta para a sociedade e uma reafirmação da necessidade de uma imprensa independente, atuante, transparente e confiável. Um bom sinal foi o número de pessoas que colaboraram conosco enviando sugestões de conteúdos a serem verificados. Somente pelo WhatsApp foram mais de 67 mil. Em dado momento, deixamos de responder individualmente a essas pessoas, tal o volume de mensagens, mas dedicamos boa parte da nossa atenção ao que recebemos da audiência. Obrigado a todos por colaborarem com a criação de um ambiente informativo mais saudável. Para finalizar, gostaríamos de registrar os nomes das pessoas que contribuíram diretamente para o trabalho do Comprova. Verificadores Alessandra Monnerat | Estadão Cido Coelho | SBT Debora Ely | GaúchaZH Douglas Rodrigues | Poder360 Fernanda Trisotto | Gazeta do Povo João Pedro Caleiro | Exame João Pedroso | Veja Júlia Endress | Correio do Povo Leticia Alves | O Povo Marcella Ramos | piauí Matheus Pimentel | Nexo Pablo Fernandez | BandNews FM Paula Peres | Nova Escola Pedro Noel | AFP Renato Mota | Sistema Jornal do Commercio Roelton Maciel | NSC Sarah Mota Resende | Folha de S. Paulo Vinicius Valfré | Gazeta Online Wellington Ramalhoso | UOL Estagiários Fernanda Patrian Isabela Guaraldi Leonardo Lopes Lucas Mendes Luiza César Mayara Bosco Pedro Knoth Editores Guilherme Conter Helio Miguel Silveira Filho José Antônio Lima Rafael Garcia Ricardo Pieralini Sérgio Lüdtke Conteúdos para Redes sociais Anna Rodrigues Paola Deodoro Representantes dos membros Band | Allen Chahad e Leandro Bastos Band News | Gisele de Oliveira Silva Band News FM | Bruno Venditti Rádio Bandeirantes | Leandro Gouveia Metro Brasil | Fabiola Salani de Souza Canal Futura | Tamiris Almeida Exame | Luiza Calegari GaúchaZH | Pedro Moreira e Sabrina Passos Gazeta Online | Samanta Martins Nogueira Sistema Jornal do Commercio | Maria Luiza Borges Nexo | Marina Menezes Nova Escola | Soraia Yoshida e Laís Semis NSC Comunicação | Mayara Vieira, Cristian Edel Weiss e Talita Rosa Estadão | Vitor Marques, Caio Sartori, Luiz Fernando Toledo e Cecilia do Lago. O Povo | Lucinthya Gomes Poder360 | Mateus Netzel piauí | Camila Zarur, Luiza Miguez e José Roberto de Toledo SBT | Rodrigo Hornhardt e Fernando Passarelli UOL | Ricardo Fotios e Rubens Haruo Eishima Veja | Ione Aguiar First Draft Adriana Garcia Adriana Misiunas Aimee Rinehart Ben Sargent Claire Wardle Jenni Sargent Nic Dias Pedro Burgos Yaso Cordova Projor Angela Pimenta Abraji Cristina Zahar Daniel Bramatti | presidente
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Por Folha de S. Paulo, O Povo, 2018-10-28
Contexto errado
Reprodução do YouTube
Contexto errado
Postagem usa vídeo de 2017 para sugerir que pastor teria rompido apoio durante campanha de 2018
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Não é verdade que o pastor Silas Malafaia “abriu os olhos” e “atacou” o candidato à presidência do PSL, Jair Bolsonaro, às vésperas da eleição de segundo turno, como diz a descrição de um vídeo publicado no dia 10 de outubro de 2018 em um canal de apoio à campanha petista no YouTube. O pequeno texto que acompanha o vídeo também traz a hashtag #EleNão, nome de um movimento criado por eleitores contra Bolsonaro às vésperas do primeiro turno da eleição de 2018. Como verificado pelo Comprova, o vídeo é verdadeiro, mas foi publicado pelo canal neste pleito de forma enganosa e fora de contexto, já que a filmagem é de mais de um ano atrás — e a informação sobre a data não é disponibilizada ao espectador de forma clara. O próprio pastor desmentiu que teria rompido recentemente com Bolsonaro. Malafaia, que hoje faz campanha aberta para Bolsonaro, publicou um vídeo, em seu canal no YouTube, dizendo que o PT está “espalhando notícia falsa”. “O PT pegou um vídeo meu lá de trás, quando eu tive um entrevero com o Bolsonaro, e espalhou agora para os evangélicos do Brasil como se meus olhos foram abertos e eu mudei de lado” (sic). No vídeo enganoso publicado neste pleito, Malafaia aparece dizendo que, “assim como a turma da esquerda radical tem seus contratados para plantar notícia contra quem é contra eles, a turma da direita radical também tem. E se você não falar o que eles querem, mandam o pau em cima de vocês". Não há, entretanto, nem sequer a menção ao nome de Bolsonaro no trecho do vídeo antigo, republicado no início de outubro deste ano. Segundo reportagem publicada pela Folha de S. Paulo, o desentendimento entre os dois começou após Malafaia ser indiciado na Operação Timóteo, em fevereiro de 2017 — a Polícia Federal o citou sob suspeita de lavagem de dinheiro num esquema de corrupção em cobranças de royalties da exploração mineral. Ainda de acordo com o texto, Malafaia ficou magoado com Bolsonaro por achar que capitão reformado não ficou ao seu lado de forma enfática. “Na tribuna da Câmara, achei que a defesa dele foi fraca. Ele sabe que não tive envolvimento algum com essa vagabundagem. Quem toma a pancada é que sabe a dor", disse Malafaia à Folha. O vídeo enganoso publicado no começo de outubro teve, até a publicação deste texto, mais de 250 mil visualizações, e foi recebido com sugestão de verificação no WhatsApp do Comprova. Neste sábado e domingo a equipe do Comprova se uniu a outras cinco agências de checagens de notícias no Brasil para checar as mensagens de conteúdo suspeito nesta reta final das eleições. A ideia de juntar forças é para ganhar mais agilidade e aumentar o alcance das checagens. A parceria reúne Agência Lupa, Aos Fatos, Boatos.org, E-Farsas, Fato ou Fake e Projeto Comprova.
Não é verdade que o pastor Silas Malafaia “abriu os olhos” e “atacou” o candidato à presidência do PSL, Jair Bolsonaro, às vésperas da eleição de segundo turno, como diz a descrição de um vídeo publicado no dia 10 de outubro de 2018 em um canal de apoio à campanha petista no YouTube. O pequeno texto que acompanha o vídeo também traz a hashtag #EleNão, nome de um movimento criado por eleitores contra Bolsonaro às vésperas do primeiro turno da eleição de 2018. Como verificado pelo Comprova, o vídeo é verdadeiro, mas foi publicado pelo canal neste pleito de forma enganosa e fora de contexto, já que a filmagem é de mais de um ano atrás — e a informação sobre a data não é disponibilizada ao espectador de forma clara. O próprio pastor desmentiu que teria rompido recentemente com Bolsonaro. Malafaia, que hoje faz campanha aberta para Bolsonaro, publicou um vídeo, em seu canal no YouTube, dizendo que o PT está “espalhando notícia falsa”. “O PT pegou um vídeo meu lá de trás, quando eu tive um entrevero com o Bolsonaro, e espalhou agora para os evangélicos do Brasil como se meus olhos foram abertos e eu mudei de lado” (sic). No vídeo enganoso publicado neste pleito, Malafaia aparece dizendo que, “assim como a turma da esquerda radical tem seus contratados para plantar notícia contra quem é contra eles, a turma da direita radical também tem. E se você não falar o que eles querem, mandam o pau em cima de vocês". Não há, entretanto, nem sequer a menção ao nome de Bolsonaro no trecho do vídeo antigo, republicado no início de outubro deste ano. Segundo reportagem publicada pela Folha de S. Paulo, o desentendimento entre os dois começou após Malafaia ser indiciado na Operação Timóteo, em fevereiro de 2017 — a Polícia Federal o citou sob suspeita de lavagem de dinheiro num esquema de corrupção em cobranças de royalties da exploração mineral. Ainda de acordo com o texto, Malafaia ficou magoado com Bolsonaro por achar que capitão reformado não ficou ao seu lado de forma enfática. “Na tribuna da Câmara, achei que a defesa dele foi fraca. Ele sabe que não tive envolvimento algum com essa vagabundagem. Quem toma a pancada é que sabe a dor", disse Malafaia à Folha. O vídeo enganoso publicado no começo de outubro teve, até a publicação deste texto, mais de 250 mil visualizações, e foi recebido com sugestão de verificação no WhatsApp do Comprova. Neste sábado e domingo a equipe do Comprova se uniu a outras cinco agências de checagens de notícias no Brasil para checar as mensagens de conteúdo suspeito nesta reta final das eleições. A ideia de juntar forças é para ganhar mais agilidade e aumentar o alcance das checagens. A parceria reúne Agência Lupa, Aos Fatos, Boatos.org, E-Farsas, Fato ou Fake e Projeto Comprova.
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Por O Estado de S.Paulo, O POVO, 2018-10-27
Enganoso
Falso
Reprodução / Twitter
Enganoso
Reunião da OEA com chapa petista não sugere conspiração; representantes da organização internacional já estiveram com outros partidos como PDT e Novo.
Falso
Missão da OEA não vai fazer auditoria das eleições. Papel da delegação é produzir um relatório com recomendações.
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A reunião entre representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) e a chapa do candidato à presidência Fernando Haddad (PT) nesta quinta-feira, 25, ocorreu dentro da legalidade. A OEA informou que também tem convidado, desde agosto, a equipe da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) para um encontro, mas nunca obteve resposta. Para fazer essa verificação, o Comprova entrou em contato com a OEA e reportagens que explicaram o papel da missão nas eleições brasileiras. O Comprova também contatou a assessoria da campanha de Bolsonaro, mas não foi respondido até o momento. Mensagens no WhatsApp sugerem que a reunião da OEA com o petista seria suspeita e afirmam que a missão internacional tem papel de auditoria nas eleições 2018 — o que não é verdade. O objetivo da delegação é analisar aspectos como financiamento de campanha, liberdade de imprensa e participação de mulheres e minorias. Ao final, é produzido um relatório com conclusões e recomendações ao Brasil e ao Conselho Permanente da OEA. O documento não tem o efeito de alterar o resultado do pleito. É normal que missões de observação internacionais como a da OEA ouçam queixas de candidatos, o que não significa, no entanto, um endosso às críticas. Neste período eleitoral, a delegação já esteve com representantes de partidos como Rede Sustentabilidade, PDT e Novo. Nas eleições do Paraguai deste ano, por exemplo, a missão se comprometeu a se encontrar com legendas e candidatos “para aprender sobre aspectos técnicos e reunir observações sobre as eleições”. “As missões de observação eleitoral da OEA sempre entram em contato com todos os partidos e campanhas porque é importante para nós escutar todas as vozes e conhecer as diferentes perspectivas sobre o processo eleitoral. O Brasil não foi uma exceção”, comunicou a OEA ao Comprova. A chefe do grupo da OEA, a ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla, já esteve à frente de atividades de observação de eleições no Paraguai (2018), Estados Unidos (2016) e México (2015). A organização faz trabalhos dessa natureza desde 1962 — neste período foram enviadas 250 missões a 27 países. O boato foi enviado repetidas vezes ao WhatsApp do Comprova e do Estadão Verifica. Uma versão no Twitter que dizia que a missão da OEA era formada por “auditores” chegou a 2,4 mil curtidas e 1,6 mil retweets. Neste sábado e domingo, a equipe do Comprova se uniu a outras cinco agências de checagens de notícias no Brasil para checar as mensagens de conteúdo suspeito nesta reta final das eleições. A ideia de juntar forças é para ganhar mais agilidade e aumentar o alcance das checagens. A parceria reúne o Fato ou Fake, Projeto Comprova, Lupa, Aos Fatos, Boatos.org e E-Farsas.
A reunião entre representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) e a chapa do candidato à presidência Fernando Haddad (PT) nesta quinta-feira, 25, ocorreu dentro da legalidade. A OEA informou que também tem convidado, desde agosto, a equipe da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) para um encontro, mas nunca obteve resposta. Para fazer essa verificação, o Comprova entrou em contato com a OEA e reportagens que explicaram o papel da missão nas eleições brasileiras. O Comprova também contatou a assessoria da campanha de Bolsonaro, mas não foi respondido até o momento. Mensagens no WhatsApp sugerem que a reunião da OEA com o petista seria suspeita e afirmam que a missão internacional tem papel de auditoria nas eleições 2018 — o que não é verdade. O objetivo da delegação é analisar aspectos como financiamento de campanha, liberdade de imprensa e participação de mulheres e minorias. Ao final, é produzido um relatório com conclusões e recomendações ao Brasil e ao Conselho Permanente da OEA. O documento não tem o efeito de alterar o resultado do pleito. É normal que missões de observação internacionais como a da OEA ouçam queixas de candidatos, o que não significa, no entanto, um endosso às críticas. Neste período eleitoral, a delegação já esteve com representantes de partidos como Rede Sustentabilidade, PDT e Novo. Nas eleições do Paraguai deste ano, por exemplo, a missão se comprometeu a se encontrar com legendas e candidatos “para aprender sobre aspectos técnicos e reunir observações sobre as eleições”. “As missões de observação eleitoral da OEA sempre entram em contato com todos os partidos e campanhas porque é importante para nós escutar todas as vozes e conhecer as diferentes perspectivas sobre o processo eleitoral. O Brasil não foi uma exceção”, comunicou a OEA ao Comprova. A chefe do grupo da OEA, a ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla, já esteve à frente de atividades de observação de eleições no Paraguai (2018), Estados Unidos (2016) e México (2015). A organização faz trabalhos dessa natureza desde 1962 — neste período foram enviadas 250 missões a 27 países. O boato foi enviado repetidas vezes ao WhatsApp do Comprova e do Estadão Verifica. Uma versão no Twitter que dizia que a missão da OEA era formada por “auditores” chegou a 2,4 mil curtidas e 1,6 mil retweets. Neste sábado e domingo, a equipe do Comprova se uniu a outras cinco agências de checagens de notícias no Brasil para checar as mensagens de conteúdo suspeito nesta reta final das eleições. A ideia de juntar forças é para ganhar mais agilidade e aumentar o alcance das checagens. A parceria reúne o Fato ou Fake, Projeto Comprova, Lupa, Aos Fatos, Boatos.org e E-Farsas.
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Por piauí, Jornal do Commercio, Gazeta do Povo, 2018-10-27
Enganoso
Reprodução do WhatsApp
Enganoso
A mensagem que viralizou reúne uma série de eventos que não necessariamente aconteceram ou têm relação entre si.
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É enganoso um texto que circula no WhatsApp sobre uma possível ameaça contra o candidato do PSL à Presidência da República Jair Bolsonaro. A mensagem, que reúne uma série de eventos que não necessariamente aconteceram ou têm relação entre si, chegou ao Comprova por meio do aplicativo de mensagens, com mais de 200 pedidos de verificação. A mensagem inclui o seguinte texto: "URGENTE: Serviço de inteligência impede que Bolsonaro viaje para São Paulo. O candidato foi informado que ele corria risco de ser morto". A afirmação é reformulação de uma fala do candidato durante uma transmissão de vídeo ao vivo no Facebook em 18 de outubro. Ele disse, sem mencionar indícios concretos de suspeita, que ‘iria para São Paulo no dia de hoje’ mas foi ‘recomendado por questão de estratégia de segurança, a não ir, porque ao pousar em São Paulo eu teria um deslocamento. Poderia sofrer um atentado’. Nem a Polícia Federal nem a Agência Brasileira de Inteligência informaram registro de ameaça. Em seguida, o texto diz que a PF "investiga advogados de Adélio" por "envolvimento com o PCC". Não há confirmação de que advogados do autor do atentado contra Bolsonaro estejam sendo investigados, tampouco por envolvimento com a facção criminosa. A informação do PCC pode ter sido uma confusão com a notícia de que a Polícia Federal está investigando envolvimento de Adélio com o PCC. Gustavo Bebianno, presidente do PSL, deu uma entrevista no dia 19 de outubro na qual contou que a PF estaria seguindo essa linha de investigação. O texto diz que Bolsonaro lembrou, durante uma live no dia 18 de outubro, que Adélio era filiado ao PSOL e que "esclareceu" aos eleitores que "de acordo com a legislação eleitoral, a partir de agora, se ele for assassinado", disputaria a eleição o "terceiro lugar no primeiro turno", ou seja, Ciro Gomes. O candidato realmente fez as afirmações durante a transmissão de vídeo e elas estão corretas. A substituição em caso de morte está prevista na Constituição. O PDT e o PT realmente entraram com pedido de impugnação da candidatura de Bolsonaro no dia 18 de outubro por conta da suspeita do uso sistemático de propagação de desinformação via WhatsApp, como está no texto. Mas, como leva a crer a mensagem, a ida de Bolsonaro à sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro não tem qualquer relação com esse acontecimento. O conteúdo afirma que "sentindo-se ameaçado, Bolsonaro foi à sede do Bope e da Polícia Federal pedir apoio". A ida do candidato à instituição, no entanto, aconteceu no dia 15 de outubro, antes mesmo da denúncia de irregularidades na propaganda política pelas redes do candidato ser publicada na Folha de S.Paulo. Além disso, enquanto candidato, desde o início da campanha, Bolsonaro já tem sua segurança feita pela Polícia Federal. Ele não precisaria pedir apoio para a instituição agora. No texto há também a informação de que na na segunda semana de outubro o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu dissera que falta "pouco para tomarmos o poder e não será por eleição". Dirceu não disse exatamente essas palavras. Em entrevista ao jornal El País, em 26 de setembro, ele disse que “dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”. A frase foi em resposta à pergunta feita pela repórter, que questionou se ele tinha medo de o PT “ganhar a eleição e não levar”. O teor enganoso da mensagem também foi verificado pelo Boatos.org. Neste sábado e domingo a equipe do Comprova se uniu a outras seis agências de checagens de notícias no Brasil para checar as mensagens de conteúdo suspeito nesta reta final das eleições. A ideia de juntar forças é para ganhar mais agilidade e aumentar o alcance das checagens. A parceria reúne AFP, Agência Lupa, Aos Fatos, Boatos.org, E-Farsas, Fato ou Fake e Projeto Comprova.
É enganoso um texto que circula no WhatsApp sobre uma possível ameaça contra o candidato do PSL à Presidência da República Jair Bolsonaro. A mensagem, que reúne uma série de eventos que não necessariamente aconteceram ou têm relação entre si, chegou ao Comprova por meio do aplicativo de mensagens, com mais de 200 pedidos de verificação. A mensagem inclui o seguinte texto: "URGENTE: Serviço de inteligência impede que Bolsonaro viaje para São Paulo. O candidato foi informado que ele corria risco de ser morto". A afirmação é reformulação de uma fala do candidato durante uma transmissão de vídeo ao vivo no Facebook em 18 de outubro. Ele disse, sem mencionar indícios concretos de suspeita, que ‘iria para São Paulo no dia de hoje’ mas foi ‘recomendado por questão de estratégia de segurança, a não ir, porque ao pousar em São Paulo eu teria um deslocamento. Poderia sofrer um atentado’. Nem a Polícia Federal nem a Agência Brasileira de Inteligência informaram registro de ameaça. Em seguida, o texto diz que a PF "investiga advogados de Adélio" por "envolvimento com o PCC". Não há confirmação de que advogados do autor do atentado contra Bolsonaro estejam sendo investigados, tampouco por envolvimento com a facção criminosa. A informação do PCC pode ter sido uma confusão com a notícia de que a Polícia Federal está investigando envolvimento de Adélio com o PCC. Gustavo Bebianno, presidente do PSL, deu uma entrevista no dia 19 de outubro na qual contou que a PF estaria seguindo essa linha de investigação. O texto diz que Bolsonaro lembrou, durante uma live no dia 18 de outubro, que Adélio era filiado ao PSOL e que "esclareceu" aos eleitores que "de acordo com a legislação eleitoral, a partir de agora, se ele for assassinado", disputaria a eleição o "terceiro lugar no primeiro turno", ou seja, Ciro Gomes. O candidato realmente fez as afirmações durante a transmissão de vídeo e elas estão corretas. A substituição em caso de morte está prevista na Constituição. O PDT e o PT realmente entraram com pedido de impugnação da candidatura de Bolsonaro no dia 18 de outubro por conta da suspeita do uso sistemático de propagação de desinformação via WhatsApp, como está no texto. Mas, como leva a crer a mensagem, a ida de Bolsonaro à sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro não tem qualquer relação com esse acontecimento. O conteúdo afirma que "sentindo-se ameaçado, Bolsonaro foi à sede do Bope e da Polícia Federal pedir apoio". A ida do candidato à instituição, no entanto, aconteceu no dia 15 de outubro, antes mesmo da denúncia de irregularidades na propaganda política pelas redes do candidato ser publicada na Folha de S.Paulo. Além disso, enquanto candidato, desde o início da campanha, Bolsonaro já tem sua segurança feita pela Polícia Federal. Ele não precisaria pedir apoio para a instituição agora. No texto há também a informação de que na na segunda semana de outubro o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu dissera que falta "pouco para tomarmos o poder e não será por eleição". Dirceu não disse exatamente essas palavras. Em entrevista ao jornal El País, em 26 de setembro, ele disse que “dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”. A frase foi em resposta à pergunta feita pela repórter, que questionou se ele tinha medo de o PT “ganhar a eleição e não levar”. O teor enganoso da mensagem também foi verificado pelo Boatos.org. Neste sábado e domingo a equipe do Comprova se uniu a outras seis agências de checagens de notícias no Brasil para checar as mensagens de conteúdo suspeito nesta reta final das eleições. A ideia de juntar forças é para ganhar mais agilidade e aumentar o alcance das checagens. A parceria reúne AFP, Agência Lupa, Aos Fatos, Boatos.org, E-Farsas, Fato ou Fake e Projeto Comprova.
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Por Gazeta Online, BandNews FM, 2018-10-26
Enganoso
Falso
Reprodução do Facebook
Enganoso
Empresa foi contratada para ampliar a capacidade de acessos às páginas de internet dos tribunais eleitorais e não tem qualquer atividade relacionada à apuração.
Falso
As páginas atribuídas aos sócios da empresa contratada pelo TSE e que teriam suposta ligação com o PT são de outras pessoas com nomes parecidos.
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São falsas as informações disseminadas nas redes sociais ligando ao Partido dos Trabalhadores (PT) uma empresa contratada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para prestação de serviços neste segundo turno das eleições. Os responsáveis pela desinformação viralizaram dois perfis do Facebook alegando que eles seriam dos sócios da empresa. Contudo, as páginas pertencem a outras pessoas, sem qualquer relação com a prestadora de serviços. As publicações falsas se basearam em perfis com nomes parecidos com os de dois dos sócios da CPD Consultoria, Planejamento e Desenvolvimento de Sistemas Ltda. Como nessas duas páginas do Facebook foram encontradas informações consideradas favoráveis aos candidatos Fernando Haddad (PT) e contrárias a Jair Bolsonaro (PSL), as postagens passaram a falar que a empresa tem "ligação direta com o PT". Os sócios da empresa são Christian Leite Limp de Azevedo e Luciana Leite Limp de Azevedo. O Comprova encontrou os links que levam aos reais perfis de ambos, no Facebook e em outra rede social. Ela é psicóloga e não é filiada a partido político. Ele, por sua vez, é filiado ao partido Novo. As informações foram obtidas no sistema de consulta de certidões de filiação, do TSE. Em entrevista ao Comprova, Christian Limp contou que nem tem perfil no Facebook. “Aquele perfil que acharam não é meu. Aquele Christian Azevedo não sou eu. O perfil que acharam também não é da minha irmã”, afirmou o empresário, que também já prestou serviços para instituições como Procuradoria-Geral da República e Ministério da Defesa. O homem que foi atacado nas redes sociais como sendo o sócio da CPD é Christian Jesus Silva de Azevedo, auditor da receita estadual do Rio Grande do Sul e professor de cursos preparatórios. Ele se apresentava no Facebook como Christian Azevedo, sobrenome que é igual ao do empresário. Christian Jesus prestou queixa à Polícia Civil por conta dos ataques, ameaças e ofensas que vem recebendo. Ao Comprova, disse que passou a usar o nome completo no Facebook por orientação dos próprios policiais que o atenderam. Ele também trocou as fotos do perfil para evitar novas agressões virtuais. "Moro em Porto Alegre e nunca tive empresa nenhuma. Eu estou com medo. Não sou filiado a partido. Basearam-se (para chamá-lo de petista) em uma página que curti (contrária a Bolsonaro) e que nem sabia que tinha feito. Mas eu também curti coisa a favor dele", afirmou. O Comprova não conseguiu contato com Luciana Sabino, apoiadora de Haddad que foi apontada nas publicações falsas como sócia da CPD. O contrato com a consultoria foi assinado no dia 20 de outubro e publicado no dia 23. O serviço começou a funcionar efetivamente no dia 25. Outra versão das mentiras relacionadas à CPD dá conta de que ela foi contratada pelo TSE para atuar no "processo de apuração e totalização dos votos". Na verdade, o serviço é restrito à "disponibilização de uma rede de distribuição de conteúdos". Isso é necessário, segundo o TSE, para "ampliar a capacidade de acessos às páginas na internet dos tribunais eleitorais, devido ao grande número de visitantes durante o período eleitoral". “Nosso trabalho não tem nada a ver com a apuração. Se o resultado fosse em cédula, o trabalho seria o mesmo. A gente nem enxerga a urna. É uma rede de aceleração de site. A gente amplia a capacidade de acesso por uma rede. Chama-se CDN (Content Distribution Network). Já teve gente perguntando se a gente ia abrir urna, já teve ameaça por meio do nosso site”, declarou Christian Limp ao Comprova. Mas por que a contratação ocorreu às vésperas do segundo turno? Porque, segundo a Justiça Eleitoral, houve descumprimento do contrato pela empresa BRCloud Services Ltda, empresa que venceu o pregão eletrônico 62/2018, lançado ainda em julho de 2018. O contrato foi firmado no valor de R$ 1.065.524,40. Após o primeiro turno, o contrato foi unilateralmente rescindido e a segunda colocada, a CPD, foi chamada para o serviço. O valor do contrato foi adequado ao prazo remanescente para o trabalho e a empresa receberá R$ 532.762,20. Ainda de acordo com a Justiça Eleitoral, o serviço é fundamental para a divulgação dos dados públicos nos sites, sobretudo o dos resultados, porque o tráfego no site é muito elevado. "Em síntese, no primeiro turno da eleição deste ano a empresa não prestou adequadamente o serviço contratado, não ampliando a capacidade de acessos aos sites, gerando uma série de contratempos que impactaram a distribuição dos conteúdos gerados pela Justiça Eleitoral", informou o TSE. As informações falsas viralizaram nas redes sociais, tendo mais de 40 mil compartilhamentos e quase 500 mil visualizações apenas na página Direita Goiás, do Facebook. No Twitter, apenas um dos perfis obteve mais de 4 mil curtidas e 1.600 retweets. O conteúdo falso também foi distribuído por meio do WhatsApp e apareceu na ferramenta da UFMG que monitora os grupos abertos.
São falsas as informações disseminadas nas redes sociais ligando ao Partido dos Trabalhadores (PT) uma empresa contratada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para prestação de serviços neste segundo turno das eleições. Os responsáveis pela desinformação viralizaram dois perfis do Facebook alegando que eles seriam dos sócios da empresa. Contudo, as páginas pertencem a outras pessoas, sem qualquer relação com a prestadora de serviços. As publicações falsas se basearam em perfis com nomes parecidos com os de dois dos sócios da CPD Consultoria, Planejamento e Desenvolvimento de Sistemas Ltda. Como nessas duas páginas do Facebook foram encontradas informações consideradas favoráveis aos candidatos Fernando Haddad (PT) e contrárias a Jair Bolsonaro (PSL), as postagens passaram a falar que a empresa tem "ligação direta com o PT". Os sócios da empresa são Christian Leite Limp de Azevedo e Luciana Leite Limp de Azevedo. O Comprova encontrou os links que levam aos reais perfis de ambos, no Facebook e em outra rede social. Ela é psicóloga e não é filiada a partido político. Ele, por sua vez, é filiado ao partido Novo. As informações foram obtidas no sistema de consulta de certidões de filiação, do TSE. Em entrevista ao Comprova, Christian Limp contou que nem tem perfil no Facebook. “Aquele perfil que acharam não é meu. Aquele Christian Azevedo não sou eu. O perfil que acharam também não é da minha irmã”, afirmou o empresário, que também já prestou serviços para instituições como Procuradoria-Geral da República e Ministério da Defesa. O homem que foi atacado nas redes sociais como sendo o sócio da CPD é Christian Jesus Silva de Azevedo, auditor da receita estadual do Rio Grande do Sul e professor de cursos preparatórios. Ele se apresentava no Facebook como Christian Azevedo, sobrenome que é igual ao do empresário. Christian Jesus prestou queixa à Polícia Civil por conta dos ataques, ameaças e ofensas que vem recebendo. Ao Comprova, disse que passou a usar o nome completo no Facebook por orientação dos próprios policiais que o atenderam. Ele também trocou as fotos do perfil para evitar novas agressões virtuais. "Moro em Porto Alegre e nunca tive empresa nenhuma. Eu estou com medo. Não sou filiado a partido. Basearam-se (para chamá-lo de petista) em uma página que curti (contrária a Bolsonaro) e que nem sabia que tinha feito. Mas eu também curti coisa a favor dele", afirmou. O Comprova não conseguiu contato com Luciana Sabino, apoiadora de Haddad que foi apontada nas publicações falsas como sócia da CPD. O contrato com a consultoria foi assinado no dia 20 de outubro e publicado no dia 23. O serviço começou a funcionar efetivamente no dia 25. Outra versão das mentiras relacionadas à CPD dá conta de que ela foi contratada pelo TSE para atuar no "processo de apuração e totalização dos votos". Na verdade, o serviço é restrito à "disponibilização de uma rede de distribuição de conteúdos". Isso é necessário, segundo o TSE, para "ampliar a capacidade de acessos às páginas na internet dos tribunais eleitorais, devido ao grande número de visitantes durante o período eleitoral". “Nosso trabalho não tem nada a ver com a apuração. Se o resultado fosse em cédula, o trabalho seria o mesmo. A gente nem enxerga a urna. É uma rede de aceleração de site. A gente amplia a capacidade de acesso por uma rede. Chama-se CDN (Content Distribution Network). Já teve gente perguntando se a gente ia abrir urna, já teve ameaça por meio do nosso site”, declarou Christian Limp ao Comprova. Mas por que a contratação ocorreu às vésperas do segundo turno? Porque, segundo a Justiça Eleitoral, houve descumprimento do contrato pela empresa BRCloud Services Ltda, empresa que venceu o pregão eletrônico 62/2018, lançado ainda em julho de 2018. O contrato foi firmado no valor de R$ 1.065.524,40. Após o primeiro turno, o contrato foi unilateralmente rescindido e a segunda colocada, a CPD, foi chamada para o serviço. O valor do contrato foi adequado ao prazo remanescente para o trabalho e a empresa receberá R$ 532.762,20. Ainda de acordo com a Justiça Eleitoral, o serviço é fundamental para a divulgação dos dados públicos nos sites, sobretudo o dos resultados, porque o tráfego no site é muito elevado. "Em síntese, no primeiro turno da eleição deste ano a empresa não prestou adequadamente o serviço contratado, não ampliando a capacidade de acessos aos sites, gerando uma série de contratempos que impactaram a distribuição dos conteúdos gerados pela Justiça Eleitoral", informou o TSE. As informações falsas viralizaram nas redes sociais, tendo mais de 40 mil compartilhamentos e quase 500 mil visualizações apenas na página Direita Goiás, do Facebook. No Twitter, apenas um dos perfis obteve mais de 4 mil curtidas e 1.600 retweets. O conteúdo falso também foi distribuído por meio do WhatsApp e apareceu na ferramenta da UFMG que monitora os grupos abertos.
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Por Estadão, Folha de S. Paulo, 2018-10-26
Falso
Reprodução do Twitter
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O carro-bomba fazia parte de uma tentativa de libertar um traficante no Paraguai e não tem qualquer relação com suposto atentado a Bolsonaro.
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O carro-bomba filmado em um vídeo que circula no WhatsApp e em redes sociais fazia parte de uma tentativa de libertar o traficante Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, no Paraguai — e, ao contrário do que afirmam mensagens e correntes de texto, não tem qualquer relação com um suposto atentado ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL). O veículo foi interceptado em uma ação conjunta da polícia paraguaia e da Interpol na quarta-feira, 24 de outubro. O boato que viralizou diz que dois carros-bomba foram apreendidos tentando atravessar a fronteira entre Brasil e Paraguai - e que, posteriormente, seriam usados numa tentativa de atentado. No entanto, os veículos foram encontrados em uma casa em Presidente Franco, no Paraguai, a cerca de 10 km da divisa entre os países. O destino seria a capital paraguaia Assunção, onde o traficante brasileiro está preso. Foi a segunda vez em que criminosos tentaram libertar o chefe da facção Comando Vermelho. Diversos veículos de imprensa noticiaram a ação policial que apreendeu os carros com explosivos — incluindo G1, R7 e Extra. Para encontrar as reportagens, bastou procurar no Google as palavras-chave “carro bomba” e “Paraguai”. Apesar de os carros-bomba do vídeo não terem relação com Bolsonaro, dados da inteligência do governo federal apurados pelo Estadão confirmam a existência de ameaças contra o candidato. As informações foram passadas há mais de uma semana pelo presidenciável, que teve a segurança reforçada. Uma das versões da corrente de texto diz que o serviço de inteligência dos EUA teria repassado informações sobre um atentado contra o presidenciável do PSL. O vídeo com a mensagem enganosa foi enviado por leitores ao WhatsApp do Comprova (11-97795-0022) e do Estadão (11-99263-7900). No Twitter, uma versão do boato teve 2,9 mil curtidas e 1,8 mil retweets.
O carro-bomba filmado em um vídeo que circula no WhatsApp e em redes sociais fazia parte de uma tentativa de libertar o traficante Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, no Paraguai — e, ao contrário do que afirmam mensagens e correntes de texto, não tem qualquer relação com um suposto atentado ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL). O veículo foi interceptado em uma ação conjunta da polícia paraguaia e da Interpol na quarta-feira, 24 de outubro. O boato que viralizou diz que dois carros-bomba foram apreendidos tentando atravessar a fronteira entre Brasil e Paraguai - e que, posteriormente, seriam usados numa tentativa de atentado. No entanto, os veículos foram encontrados em uma casa em Presidente Franco, no Paraguai, a cerca de 10 km da divisa entre os países. O destino seria a capital paraguaia Assunção, onde o traficante brasileiro está preso. Foi a segunda vez em que criminosos tentaram libertar o chefe da facção Comando Vermelho. Diversos veículos de imprensa noticiaram a ação policial que apreendeu os carros com explosivos — incluindo G1, R7 e Extra. Para encontrar as reportagens, bastou procurar no Google as palavras-chave “carro bomba” e “Paraguai”. Apesar de os carros-bomba do vídeo não terem relação com Bolsonaro, dados da inteligência do governo federal apurados pelo Estadão confirmam a existência de ameaças contra o candidato. As informações foram passadas há mais de uma semana pelo presidenciável, que teve a segurança reforçada. Uma das versões da corrente de texto diz que o serviço de inteligência dos EUA teria repassado informações sobre um atentado contra o presidenciável do PSL. O vídeo com a mensagem enganosa foi enviado por leitores ao WhatsApp do Comprova (11-97795-0022) e do Estadão (11-99263-7900). No Twitter, uma versão do boato teve 2,9 mil curtidas e 1,8 mil retweets.
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