Quem faz parte da equipe editorial do Comprova?

A equipe do Comprova é formada por repórteres vinculados aos veículos membros da coalizão. Eles trabalham remotamente, em colaboração com jornalistas de outras organizações, e estão vinculados a uma equipe fixa de editores. Esses editores se comprometeram a seguir a metodologia e os princípios editoriais do Comprova e declararam seu compromisso com o não-partidarismo.

O grupo fixo de editores é formado pelos seguintes profissionais:

  • Sérgio Lüdtke é editor-chefe. Ele está no Comprova desde o início do projeto, em 2018. Ele é jornalista e também é coordenador dos programas de treinamento da Abraji e da equipe de pesquisadores do Atlas da Notícia/Projor.
  • José Antonio Lima é jornalista e professor e atua como editor-assistente do Comprova desde o início do projeto, em 2018.
  • Helio Miguel Filho é jornalista e bacharel em Direito. Está com o Comprova desde 2018, como editor-assistente.
  • David Michelsohn é designer gráfico e atua como editor de arte do Comprova desde abril de 2020.

A lista dos verificadores é publicada no encerramento de cada fase do projeto. Aqui estão as listas dos verificadores nas diversas fases do Comprova:

O Comprova conta desde o início do projeto com o apoio de estudantes de comunicação da FAAP.

Quem faz o Comprova?

O Comprova foi idealizado e desenvolvido pelo First Draft com a colaboração de AbrajiProjorGoogle News InitiativeMeta Journalism Project. Trata-se de um trabalho colaborativo entre veículos de comunicação parceiros para verificar informações online, publicar desmentidos no site do projeto e ampliar a difusão dos resultados em seus próprios canais. O projeto também tem parceiros nas áreas de tecnologia e institucional. Nesta página, você encontra uma lista completa de parceiros locais, nacionais e internacionais.

Como as pessoas trabalham no Comprova?

A equipe de editores reúne conteúdos suspeitos sobre políticas públicas e eleições encontrados no monitoramento de plataformas, em aplicativos de mensagens e em sites hiperpartidários e seleciona aqueles que tenham obtido maior alcance. Esses conteúdos são submetidos ao grupo de verificadores e esses se alistam voluntariamente para verificar a veracidade desses conteúdos. Finalizada a apuração dos fatos, os jornalistas escrevem um relatório que é submetido à revisão de seus pares. Esses relatórios só serão publicados quando pelo menos três outras redações participantes revisarem e validarem os passos de verificação e as conclusões obtidas.

O logo desses veículos aparece junto ao relato final. Conhecido como “checagem cruzada” (CrossCheck), esse processo garante que todos os jornalistas participantes tenham o compromisso, uns com os outros, de investigar e escrever os relatos de maneira completa e responsável. O processo de CrossCheck também assegura que o projeto se mantenha fiel aos princípios manifestos de transparência, precisão e imparcialidade. Cada relato publicado no site do Comprova será divulgado por meio das redes sociais e canais de WhatsApp do projeto, além de incorporados ou citados por redações parceiras em sua cobertura própria. O site foi criado especificamente para mobile, com funcionalidade semelhante a uma plataforma social, para que os usuários possam compartilhar os relatos de maneira rápida e fácil em suas próprias redes.

Como os parceiros foram selecionados?

Em novembro de 2017, um pequeno número dos maiores veículos de comunicação do Brasil foi consultado, num encontro em São Paulo, para dizer se havia interesse em participar de um projeto como o Comprova. Nessa reunião, ficou combinado que as redações iriam sugerir outros integrantes, num esforço para garantir a presença de veículos de todo o país. Nos meses seguintes, um grupo de diferentes conselheiros vindos das áreas acadêmica, jornalística e da sociedade civil também fez recomendações.

O projeto, que foi criado para operar durante o período eleitoral de 2018, recebeu apoio para prosseguir e, desde então, tem reunido seus membros em fases anuais. Antes do início de cada fase, um colegiado formado por representantes de todos os veículos que participam do projeto, reúne-se para deliberar sobre o ingresso de novos veículos. Organizações que recebem a aprovação de 2/3 do colegiado podem juntar-se ao projeto.

Como o Comprova é financiado?

O Projeto Comprova é uma iniciativa sem fins lucrativos liderada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – Abraji. O Google News Initiative e o Meta Journalism Project vêm dando apoio financeiro ao Comprova desde o início do projeto, em 2018. Esses recursos são utilizados para ajudar a treinar os jornalistas dos veículos parceiros, remunerar a equipe editorial e os profissionais de suporte administrativo e pagar bolsas que permitam que jornalistas de redações com menos recursos possam participar ativamente do projeto.

  • Em 2020, o projeto recebeu também apoio financeiro do WhatsApp. O Twitter forneceu créditos para impulsionamento de publicações na plataforma. First Draft apoiou financeiramente o projeto no início da pandemia. E a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil financiou o projeto + Comunidades, permitindo que oito coletivos jornalísticos que têm foco em questões raciais, religiosas ou que atuam em comunidades periféricas pudessem participar do Comprova por seis meses, recebendo equipamentos e bolsas.
  • Em 2021, WhatsApp está financiando uma solução para atendimento dos leitores no aplicativo. A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil financia o projeto +Redações, que possibilita a seis organizações de mídia (uma de cada região e outra do Distrito Federal) ter um jornalista dedicado ao Comprova por 11 meses.

Qual é, exatamente, o apoio recebido das empresas de tecnologia?

Recebemos contribuições financeiras do Google News Initiative e do Meta Journalism Project.

Além disso, o Google ajudou na compreensão de seus trending topics e o Facebook forneceu, a todos os parceiros, acesso ao CrowdTangle para monitorar informações online. Meta (Facebook) também contribuiu com a promoção de posts da página do Comprova na rede social. O WhatsApp nos ajudou a estabelecer um canal WhatsApp Business. O Twitter deu destaque a nossos relatos nos Twitter Moments e, por meio do programa Ads for Good, promoveu os posts que falaram sobre a importância da compreensão de notícias. O NewsWhip forneceu acesso à plataforma Spike para que os veículos parceiros monitorem informações online. Torabit e a UFMG também apoiaram o projeto disponibilizando ferramentas que ajudam no trabalho de monitoramento.

Como o Comprova escolhe o que será investigado?

O Comprova monitora conteúdos suspeitos ou duvidosos publicados em sites e plataformas sociais sobre políticas públicas, eleições e pandemia de covid-19 usando aplicações como NewsWhipGoogle TrendsCrowdtangle e Tweetdeck. Para embasar o monitoramento, a equipe de editores mapeia previamente temas, perfis, grupos, páginas e palavras-chave relacionadas ao escopo de investigação do projeto. O Comprova também recorre ao monitoramento manual de sites e páginas em redes sociais.

Por meio de nosso website, de perfis no Facebook, Instagram, Linkedin e Twitter, e de um número dedicado no WhatsApp, recebemos da audiência sugestões e solicitações de verificações para conteúdos que estejam circulando nas redes sociais ou em aplicativos de mensagens. As organizações parceiras também acrescentam “dicas” que recebem diretamente dos seus públicos.

O Comprova é um projeto independente e sem vieses. A decisão por investigar um conteúdo suspeito considera sempre a repercussão ou o potencial de alcance desse conteúdo, medido por ferramentas de monitoramento digital ou de prognósticos métricos que identifiquem as histórias com maior amplitude e potencial de propagação.

O Comprova não investiga conteúdos cuja origem seja um veículo jornalístico. O projeto também não verifica conteúdos publicados por políticos com mandato conferido por voto popular, exceção feita aos conteúdos sobre a pandemia.

Em cada relatório publicado, o Comprova descreve em detalhes como foi feita a investigação e explicita as razões que levaram o projeto a abrir uma verificação.

Que tipo de conteúdo vocês não checam?

Não fazemos a checagem de conteúdos publicados em organizações jornalísticas. Entendemos que essas organizações podem cometer erros, mas que é esperado que tenham suas próprias políticas de correção de erros.

Não verificamos comunicados oficiais ou afirmações públicas de políticos eleitos por voto popular. Iremos, porém, investigar uma declaração ou afirmação quando houver desconfiança de que cita uma fonte online não oficial. Excepcionalmente durante a pandemia, o Comprova tem feito a checagem de conteúdos problemáticos compartilhados por políticos eleitos por voto popular.

Dentre as agências verificadoras, recomendamos que você siga outras iniciativas brasileiras como Agência LupaAos Fatos.

Qualquer um pode usar as descobertas do projeto?

O copyright de todo o material produzido pelo Comprova segue a Atribuição-SemDerivações 4.0 Internacional (CC BY-ND 4.0). Compartilhe: copie e distribua o material em qualquer meio ou formato, com qualquer propósito – mesmo comercial. O cedente não pode revogar essa liberdade, desde que sejam seguidos os termos da licença. Por esses termos:

Atribuição — É preciso dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se foram feitas mudanças no conteúdo. Você pode fazer isso de modo razoável, mas não de forma a sugerir o endosso do cedente.

Sem Derivações — Se você remixar, transformar ou criar a partir do material utilizado, não será possível distribuir o conteúdo novo.

Sem restrições adicionais — Você não pode usar termos legais ou tomar medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outras pessoas de fazer qualquer coisa que a licença permita.

Como entrar em contato com o Comprova?

Para todas as perguntas, escreva para [email protected] e nós responderemos assim que possível.

Para enviar sugestões de verificação de conteúdos sobre políticas públicas do governo federal, pandemia e eleições presidenciais, use também nosso formulário no site ou o WhatsApp.